BIOGRAFIA
Yaron Kohlberg
USA
BIOGRAFIA
Envolver, inspirar, conectar. Estes são os pilares que orientam diariamente o pianista de renome internacional e artista Steinway, Yaron Kohlberg. Kohlberg procura encantar o público através de atuações tradicionais e não convencionais, desenvolver programas criativos e apoiar jovens artistas emergentes, afirmando-se como um líder e inovador no panorama da música clássica contemporânea.
Embora as suas atuações ocorram frequentemente em salas de prestígio internacional — como o Carnegie Hall, o Kremlin, a Cidade Proibida de Pequim, o Kennedy Center ou o Palácio das Belas Artes da Cidade do México —, Kohlberg ultrapassa as fronteiras do público tradicional para levar a música clássica a novos contextos e audiências: um piano de rua em Singapura, o átrio de um hotel em Marraquexe ou um centro comunitário em Bucara, no Uzbequistão.
É precisamente nestes momentos inesperados de partilha que transcende barreiras culturais e desperta novos públicos para a experiência musical.
Kohlberg combina frequentemente narrativas musicais e transcrições de temas populares com obras-primas do repertório clássico, cativando audiências e críticos pela sua virtuosidade e sonoridade singular. A rádio NPR afirmou: “Quando a música termina, se não estiver profundamente comovido pela profundidade da visão artística de Kohlberg, talvez deva verificar o seu pulso.”
Entre as peças mais apreciadas pelo público encontram-se Carmen, os temas dos filmes Pulp Fiction e Missão Impossível, bem como Hava Nagila e a canção infantil A Menina Mais Bonita do Jardim de Infância.
Vencedor de dez prémios internacionais e medalha de prata no Concurso Internacional de Piano de Cleveland (2007), Yaron Kohlberg é atualmente Presidente da organização Piano Cleveland, entidade responsável pelo Cleveland International Piano Competition (CIPC). Entre os projetos originais que co-criou destacam-se o Artist Development Program — um programa de enriquecimento e desenvolvimento profissional para jovens pianistas de excelência —, a Listening Series, formato presencial e virtual que aproxima o público do processo artístico dos intérpretes, e o Virtu(al)oso, um concurso internacional de piano que angariou mais de 75.000 dólares para apoiar pianistas durante a pandemia.
As suas ideias e projetos inovadores têm sido amplamente divulgados em prestigiadas publicações musicais internacionais, como a Pianist Magazine, Musical America e The World of Piano Competitions.
Com o seu amigo Bishara Haroni, forma o Duo Amal, um duo israelo-palestiniano de sucesso que tem atuado em diversos países, incluindo no Salão das Nações Unidas, em Genebra, num exemplo notável do poder da música como instrumento de diálogo intercultural. O Vaticano reconheceu o impacto do duo, convidando-o para atuar perante o Papa em 2020, concerto que foi adiado devido à pandemia.
A colaboração artística é uma marca distintiva da carreira de Kohlberg. Apresentou-se como solista com diversas orquestras, entre as quais a Orquestra de Cleveland, a Orquestra Filarmónica de Copenhaga, a Orquestra Filarmónica de Israel, a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, as Orquestras Sinfónicas de Pequim e Chengdu, a Orquestra de Rádio da Noruega e a Orquestra do Teatro Massimo de Palermo (Itália), sob a direção de maestros como Thomas Søndergård, Jahja Ling, Roman Kofman, En Shao, Steven Byess e Ryan McAdams.
Colaborou ainda com a Limón Dance Company, os violoncelistas Toke Møldrup e Nicholas Altstaedt, os pianistas Yeol Eum Son e Dong Hyek Lim, a coreógrafa e bailarina Jin Xing, o músico Shlomi Shaban, o compositor Alexey Kurbatov e o Ariel String Quartet. Foi igualmente diretor artístico de uma digressão de versões musicais dedicadas à banda de culto Radiohead.
Paralelamente às suas funções na Piano Cleveland, à sua intensa atividade concertística e à participação em júris de concursos internacionais, Yaron Kohlberg é frequentemente convidado a ministrar conferências e masterclasses em instituições de ensino superior de prestígio em todo o mundo.
Poliglota — fala seis línguas, incluindo mandarim —, viveu em três continentes e já visitou 85 países. A sua imersão em diferentes culturas e a criação de laços com pessoas de todo o mundo inspiraram-no a dedicar a sua vida à partilha da beleza da sua maior paixão: o piano.
